O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPES) e decretou a prisão preventiva de 15 policiais militares investigados na Operação Argos, além do afastamento integral de todos os denunciados de suas funções na corporação.
A decisão acolheu o pedido do MPES, que sustentou a necessidade das medidas para garantir a ordem pública, assegurar a instrução processual e viabilizar a aplicação da lei penal.
A denúncia foi oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPES), em conjunto com a Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar. O órgão acusatório apontou a existência de um esquema estruturado de corrupção, envolvendo recebimento de propinas de facções criminosas, desvio e revenda de drogas apreendidas, lavagem de dinheiro e até prática de agiotagem.
Na decisão, o TJES destacou que a gravidade dos crimes e a sofisticação da organização criminosa justificam a prisão preventiva. O tribunal ainda ressaltou que manter os militares em funções administrativas poderia comprometer a disciplina interna e a credibilidade da Polícia Militar, determinando o afastamento total de qualquer atividade policial.
Operação
A Operação Argos foi deflagrada em julho deste ano, quando o MPES promoveu três operações simultâneas na Grande Vitória para investigar o esquema criminoso. As ações foram realizadas de forma coordenada nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, resultando na prisão preventiva de seis pessoas na ocasião.
As investigações prosseguem para aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa e identificar possíveis novos envolvidos.




























































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