Nesta quinta-feira (25), a Polícia Federal (PF), com apoio do Ministério Público Federal (MPF-ES), deflagrou a Operação Pyatã com o objetivo de desarticular um esquema de agiotagem e extorsão nas terras indígenas Tupiniquim-Guarani, em Aracruz, litoral norte do Espírito Santo.
Ao todo, 50 policiais federais participaram da ação, que visou cumprir medidas cautelares de prisão e busca e apreensão na região.
Durante a operação foram cumpridos 5 mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão em localidades como Aracruz, Ibiraçu e nas comunidades indígenas de Caieiras Velha e Irajá. Entre os presos, três são indígenas.
Segundo o MPF, a investigação teve como ponto de partida denúncias de que, com o pagamento de auxílios e indenizações da Fundação Renova — decorrentes do rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco —, houve intensificação de práticas abusivas de cobrança e extorsão dentro das comunidades indígenas.
O esquema criminoso revelado pela apuração apontou para a atuação de duas associações paralelas que concediam empréstimos com juros abusivos, cobravam por meio de intermediários e utilizavam contratos simulados para mascarar a obrigação real.
Além disso, a Justiça Federal, atendendo pedido do MPF, determinou o bloqueio de R$ 9,9 milhões em bens de agiotas e de uma empresa ligada ao esquema, e cerca de R$ 850 mil vinculados a ex-membros da Associação Indígena Tupiniquim e Guarani.
As autoridades reforçam o apelo para que outras vítimas ou testemunhas do esquema façam denúncias seguras e confidenciais por meio dos canais do MPF, da PF ou da Funai.





























































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