A Polícia Federal, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou na quinta-feira (24) a Operação Dose Clandestina, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso responsável pela aquisição fraudulenta de medicamentos no Brasil e o envio ilegal de mais de uma tonelada de produtos ao exterior.
Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, nos estados de Goiás, São Paulo, Paraná, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais e também no Distrito Federal.
As investigações da PF identificaram a atuação de dois núcleos: um operando dentro do Brasil e outro fora do país. O grupo utilizava receitas médicas falsificadas e simulava uso pessoal para despachar os medicamentos internacionalmente, burlando os mecanismos de controle.
Os envolvidos poderão responder por tráfico de drogas, de acordo com a legislação vigente.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os municípios capixabas onde os mandados foram cumpridos.
Entenda o caso
Quais medicamentos estavam sendo enviados?
Embora os detalhes específicos não tenham sido divulgados oficialmente, operações semelhantes já identificaram o tráfico de anabolizantes, hormônios, substâncias controladas e medicamentos de alto custo — muitos deles com potencial para uso recreativo ou esportivo não autorizado.
Para onde iam os remédios?
As remessas, segundo apurações iniciais, eram direcionadas principalmente a países da Europa e América do Norte, onde o controle sobre certos medicamentos é mais rigoroso e o lucro com a revenda ilegal é significativamente maior.
Como o esquema funcionava?
O grupo falsificava prescrições médicas para dar aparência legal às compras no Brasil. Em seguida, os medicamentos eram enviados ao exterior como se fossem para uso pessoal, em pequenas remessas disfarçadas, dificultando a fiscalização.




























































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