Nesta quinta-feira, 10 de abril, a gestão de Marcus Batista completa 100 dias à frente da Prefeitura de São Mateus. E, ao contrário do que se espera de um novo governo, não há motivos para comemoração. Ao fim desse período simbólico, o que se vê é um quadro alarmante de desorganização, omissão, falta de comando e ausência de diálogo com a população e com os próprios aliados.
Em cem dias, Marcus da Cozivip não apresentou um único projeto relevante de sua autoria, tampouco demonstrou capacidade de liderança para conduzir a máquina pública. Pelo contrário: sua administração tem sido marcada pela instabilidade no secretariado, greves causadas por falta de pagamento, distanciamento da vice-prefeita e silêncio diante das crises.
A paralisação recente dos coletores de lixo é apenas o exemplo mais visível do colapso que se instala. A cidade ficou dias com montanhas de lixo se acumulando nas ruas, sem que a Prefeitura apresentasse qualquer posicionamento claro ou solução concreta. A resposta? Nenhuma. O prefeito preferiu o silêncio, como tem feito sistematicamente em temas sensíveis — da saúde à infraestrutura.
Na política, a situação não é melhor. O rompimento com a vice-prefeita Professora Raquel escancarou a forma autoritária e pouco republicana com que Marcus tem conduzido seu governo. Nomear uma secretária de Educação sem ouvir uma educadora com mais de 30 anos de experiência na rede pública local, e que ocupa o segundo cargo mais importante da gestão, é mais que um erro político. É um desrespeito com a cidade e com os princípios democráticos.
A gestão de Marcus da Cozivip também sofre com uma evidente incapacidade de montar um time. Quatro secretarias seguem acéfalas, com gestores interinos. Três titulares já pediram para sair. Outros se recusaram a acumular funções. A quem interessa uma prefeitura sem comando técnico e político? Certamente, não ao povo mateense.
A ausência de planejamento é gritante. A comunicação institucional falha em sua missão básica de informar. Setores essenciais, como Saúde e Pesca, estão desarticulados. E, para completar o cenário preocupante, a população ainda enfrenta dificuldade para acessar serviços básicos na Prefeitura, por conta da burocracia excessiva implantada nos últimos meses.
Cem dias se passaram. Cem dias de promessas não cumpridas, de problemas não resolvidos, de uma administração que mais parece perdida do que pronta para governar. São Mateus merece mais. Merece um prefeito que esteja à altura dos desafios, que dialogue, que planeje e que assuma responsabilidades. Governar é mais do que ocupar uma cadeira: é liderar com coragem, competência e compromisso com o povo.
A cidade já perdeu tempo demais. É hora de Marcus da Cozivip mostrar, se é que pode, a que veio. Porque até agora, seu governo sequer começou.
Por: | VINY NASCIMENTO]





























































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