A presidente da VIPA – Voluntários independentes pelo amigo Maria da Conceição, popularmente conhecida como Ceiça do VIPA, usou a Tribuna da Câmara de São Mateus na última sessão realizada na terça-feira (04), para expor, mostrar como é feito o trabalho, a estrutura física e a real situação financeira da associação que não é nada boa.
O VIPA surgiu em 2013 e sempre sobreviveu de doações, até o ano de 2020, quando foi firmado um convênio com o município de São Mateus, que foi encerrado em novembro de 2020 por questões burocráticas e até o presente momento ainda não foi achada uma solução para que o mesmo voltasse e ser firmado, devido a essas questões belo trabalho desempenhado corre sérios riscos de acabar.
Ceiça relatou também que toda a estrutura física da instituição foi construída com doações, sendo 2700 m² de área cedida pelo município que está em processo de concessão. Ainda segundo a presidente, todos os dias a entidade recebe várias ligações de pedidos de resgate.
“Se eu pudesse mostrar a vocês o instagram do VIPA, iriam vê a quantidade de denúncias e pedidos de resgate que recebemos por dia. O dia que recebemos menos, são 15, 20 pedidos. Tem dias que nós não conseguimos dormir porque as imagens são totalmente fortes. São animais que são amarrados diuturnamente, sem acesso a água, comida, que ficam no sol e chuva, sujeitos a todos os tipos de intemperes”, disse a Ceiça.
A presidente ainda relatou que é necessário que sociedade enxergue os animais como seres e não coisas, pois a cerca de dois anos os animais deixaram de ter o conceito de objeto, porque para constituição, os animais eram tidos como “coisas” e por isso poderiam ser comercializados, explorados, dentre outras.
A associação hoje term 03 funcionários, abriga 216 animais entre gatos e cães, que correm o risco de serem devolvidos para as ruas, pois como explicou Ceiça, quando um mês é fechado, a VIPA já começa o seguinte com o débito de R$ 7.000,00, e as despesas no final chegam ao valor de R$ 15.mil reais e o VIPA não irá manter os animais sem alimentos, medicamentos, sem o que na verdade a associação pede para os tutores que é a responsabilidade para com o animal.
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