No sempre agitado tabuleiro da política capixaba, onde cada cadeira vale mais que um trono medieval, surge agora o capítulo mais comentado da temporada: quem senta na cadeira dourada da Secretaria Estadual de Saúde?
Os bastidores fervem. Os corredores sussurram. O cafezinho comenta. As redes sociais tremem. Mas uma coisa é certa: a hora é das mulheres.
Enquanto isso, os aspirantes masculinos percorrem o cenário como personagens de desenho animado: correndo em círculos, empinando poeira e levantando placa de “eu que vou ser!”. Uma verdadeira Corrida Maluca, com direito a carros enfeitados, discursos improvisados e aquela clássica cena em que todos arrancam antes mesmo da largada.
Dizem que um certo Subsecretário — chamemos de “K**” — está por aí com seu discurso pronto: “avisa o pessoal que sou eu!”
O problema? Segundo a fila, a lista, os bastidores, a fumaça branca e até o carteiro da esquina… não é ele.
Nem ele, K**.
Nem “Chiquinho”.
Nem “Antônio”.
Nenhum dos três aparece nem no top 3, segundo as conversas de elevador — que, sabemos, são a verdadeira agência de notícias deste país.
E aí entra a reviravolta digna de novela das nove.
Corre à boca miúda (e também à grande) que quem desponta é ela: a atual Sub da Atenção Primária.
Carol — ou “C.”, para os íntimos da política.
Segundo o burburinho, é a preferida de T. e do próprio Governador.
E aí todo mundo entende:
perfil técnico
articulação política
capacidade de diálogo
respeitada pelas equipes
E não menos importante: é mulher e convenhamos, já passou da hora de termos gestões menos testosteronizadas, mais ponderadas e mais centradas no que importa: trabalho.
Além disso, dizem alguns que “K.”, apesar de esforçado, não transmitiria confiança às prefeituras e parte dos aliados. E convenhamos: se a cadeira da Saúde fosse uma ponte pênsil, seria bom que quem senta nela transmitisse firmeza até na sombra.
Mas, como toda boa disputa política, há outros nomes na pista.
Se não for Carol, dizem que Heber L. corre por fora — aquele tipo de técnico que entrega. E junto com ele, Alexsandro, da Superintendência, outro nome que tem currículo, tem história e trabalha como quem sabe para quem trabalha: o Estado e os cidadãos.
Os dois são vistos como “planos B” que funcionam como “plano A” — naquelas reorganizações de bastidor que só quem vive o organograma capixaba entende.
E no meio disso tudo, permanece a pergunta que vale mais do que lote de emendas impositivas:
Quem será o escolhido?
Ninguém sabe.
Mas uma coisa já é consenso:
“A vez é delas.”
Enquanto isso, a Corrida Maluca continua.
Uns aceleram.
Outros fazem pose.
Alguns apenas piscam para a câmera.
E o público observa, pipoca na mão, torcendo para que a próxima temporada seja, pelo menos, mais eficiente e menos dramática que a atual.
Porque no fim das contas, o que importa não é quem segura a cadeira.
É quem segura o sistema.
E isso — todos sabemos — exige mais do que discursos de autoindicação.




























































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