Segundo os números, Renato Casagrande manteve a porcentagem de 42%/44% da última pesquisa divulgada pelo IPEC no dia 02 deste mês (estimulada). Na espontânea Renato aparece com 22% e o segundo e terceiro colocado com apenas 4%. Sobre a rejeição, o atual governador também manteve o percentual entre 23% e 25%, contra 19% e 21% do segundo e terceiro colocado.
Vamos a nossa breve análise:
01 – Renato Casagrande manteve seus 42%/44% intactos, o que mostra um cenário estável do seu eleitorado e da sua estratégia inicial. Nem mesmo a denúncia feita pelo prefeito da capital Lorenzo Pazolini foi capaz de influenciar o desempenho do atual governador na nova pesquisa. Outro fator que merece destaque é a serenidade do governador na administração dos ataques, deixando transparecer que ele não sofreu nenhum dano relevante com a grave acusação.
02 – Os acordos políticos estão se fechando e o tempo é o maior aliado de quem lidera e o pior inimigo daqueles que estão bem atrás. A manutenção do quadro da última pesquisa aponta para pouca movimentação política de quem precisa crescer na disputa. Não basta apenas crescer, é preciso crescer rápido.
03 – O pré-candidato do PT, senador Fabiano Contarato mostra força dentro da militância petista, atingindo 12% (estimulada), um número que não pode ser menosprezado por seus adversários, mesmo que isso não o credencie para voos maiores. 12% do eleitorado capixaba é muita coisa, principalmente para quem foi politicamente varrido nas últimas eleições.
04 – A situação de Manato é o que mais surpreende. Os 12% (estimulada) e os 4% da (espontânea) confirmam o encolhimento do candidato e coloca suas pretensões numa interrogação com várias conotações. A direita capixaba está unida ao seu projeto? Óbvio que não. A ultra-direita tem musculatura para bancar sua eleição? Lógico que não tem. Também a sua rejeição se manteve na casa dos 20%, um alerta que precisa ser lido e entendido rapidamente pela equipe do pré-candidato.
05 – A situação de Audifax (6%) é reflexo do seu jogo tímido e ainda sem personalidade política. Acredito que o ex-prefeito da Serra demorou decidir seu percurso e qual seria o tom predominante das suas reais pretensões. Para sair de um cenário essencialmente municipal para uma disputa tão grande como o governo do Estado é primordial definir com antecedência pontos temáticos e conceituais, Audifax não fez e não está fazendo isso. Vale lembrar que sua rejeição está próxima de 20%, um percentual alto para quem deseja liderar uma oposição moderada e sem nenhuma novidade, pelo menos até o momento.
06 – Guerino Zanon figurou entre 5% e 7%, mostrando um teto minúsculo e sem grandes perspectivas de crescimento. Sua entrada na disputa afeta muito mais os adversários de Casagrande do que o próprio Casagrande, o que confirma o quadro estável dos números maiúsculos do atual governador. A rejeição de Guerino também chamou atenção, 14%. No entanto, seu desconhecido nome na grande Vitória pode ter ajudado a elevar esse percentual.
07 – Os demais pré-candidatos estão bem atrás, incluindo Felipe Rigoni, Erick Musso e Aridelmo Teixeira, indicando pouca adesão e projeção em torno dessas aguadas candidaturas.
Destarte, não dá para dizer que o jogo ainda não começou ou que está apenas começando, o jogo começou e as movimentações começam a se estreitar. Numa eleição com traços conceituais, quem tem as mãos vazias sai bem atrás e fica bem prejudicado durante todo o processo. Outro fator é o fracasso da narrativa do “novo” e da batida “renovação”, estratégias vencidas pela falta de resultado e pela incoerência dos seus defensores.
Enfim, caso não aconteça uma forte movimentação política ou a união dos postulantes ao Palácio Anchieta, a reeleição de Renato Casagrande ganhará leituras e interpretações cada vez mais exatas, acompanhada de números e cenários bem previsíveis.
Há muito tempo a política capixaba perdeu e abriu mão do perfil oposicionista. Nem mesmo a esquerda romântica quer saber de briga e racha. Parece que todo mundo quer espaço, e espaço só um pré-candidato tem e pode dar, tudo em nome da unicidade ou da unanimidade política, estágio que a maioria dos críticos ajudou a construir e agora quer desconstruir e enfrentar, vai entender!
Por: Por: Weverton Santiago- Teólogo e Analista Político





























































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