Dezesseis cidades do Espírito Santo não registraram mortes provocadas por complicações da Covid-19 durante o mês de julho deste ano.
O total de cidades que conseguiram zerar o número de óbitos em função da doença corresponde a 20,51% dos 78 municípios do estado.
No Espírito Santo, as cidades que não registraram mortes por Covid-19 em julho são todas do interior do estado, com exceção de Fundão, que faz parte da Região Metropolitana:
- Águia Branca
- Alfredo Chaves
- Alto Rio Novo
- Atílio Vivácqua
- Brejetuba
- Fundão
- Iconha
- Jerônimo Monteiro
- Marechal Floriano
- Marilândia
- Mucurici
- Pancas
- Ponto Belo
- Santa Leopoldina
- São José do Calçado
- São Roque do Canaã
Das 16 cidades do Espírito Santo que zeram as mortes em julho, 11 possuem população estimada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), superior a 10 mil habitantes, mas apenas Fundão ultrapassa a marca dos 20 mil habitantes.
Este é o maior número desde fevereiro deste ano, quando 2.202 municípios registraram zero morte. Na comparação com o mês de junho, quando 1293 municípios zeraram o número de mortes, o aumento é de 35%.
Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avaliou que a ausência de óbitos em cidades menores é uma consequência da vacinação.
“Na verdade, a gente sabe que o número de óbitos está associado ao número de casos, proporcionalmente. O número de casos vai depender do tamanho da população. A tendência é que as cidades menores tenham uma queda mais importante porque proporcionalmente tem menos população exposta”, explicou.
Além disso, Croda disse ainda que as cidades menores do país conseguiram atingir uma cobertura de duas doses mais alta do que as metrópoles. Todas as vacinas em aplicação no país são eficazes contra hospitalização e a versão grave da Covid-19, o que contribui diretamente para a ausência de mortes devido à infecção em algumas regiões do país.
“As cidades menores têm mais cobertura. E se você comparar com as cidades maiores, elas [cidades menores] conseguiram avançar mais na imunização e mais rapidamente. Várias cidades já estão vacinando até acima de 18 anos”, explicou.




























































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