A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (22) em Paul, bairro de Vila Velha (ES), um homem de 53 anos, identificado como Roger Fassarela, suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por aplicar golpes em pelo menos 60 agências bancárias no Norte do Espírito Santo. O grupo teria causado um prejuízo milionário a instituições financeiras e a clientes cujos dados foram usados indevidamente.
Segundo a polícia, Roger era o integrante responsável por abrir contas bancárias em nome de terceiros, utilizando documentos falsificados — com fotos dele, mas com dados pessoais de vítimas que não sabiam que teriam suas identidades usadas.
“O suspeito ia presencialmente às agências como se fosse o titular, criava a conta e depois os outros membros da quadrilha realizavam empréstimos e financiamentos fraudulentos”, explicou o delegado Leandro Sperandio.
Como o golpe funcionava
De acordo com a investigação, o grupo comprava dados pessoais reais — como nome, CPF, endereço e RG — por meio de sistemas comerciais para confeccionar documentos falsos e abrir as contas. Após registrar as contas, os criminosos realizavam transações, empréstimos e financiamentos que geravam dívidas em nome das vítimas verdadeiras.
Somente quando chegavam cobranças ou notificações bancárias as pessoas descobriam que haviam sido usadas no esquema, mesmo sem jamais terem solicitado contas ou produtos financeiros.
O delegado Sperandio alertou que, diante desse tipo de crime, é fundamental que qualquer pessoa que identifique uso indevido de seus dados consulte imediatamente um banco e registre um boletim de ocorrência, seja online ou presencialmente.
Investigação segue em andamento
Essa fase da operação é a segunda desencadeada pela Polícia Civil contra a mesma quadrilha. Em 2025, outro membro do grupo — apontado como líder, Leonardo Quirino Alves Nunes, de 27 anos — já havia sido preso em uma etapa anterior da investigação.
As autoridades ainda analisam a estrutura criminosa e não descartam novas prisões à medida que a investigação identifica outros envolvidos e mecanismos usados para fraudar instituições bancárias e vítimas.
O impacto do golpe
Especialistas em segurança financeira alertam que esses golpes têm crescido no país, com quadrilhas usando tanto fraudes presenciais quanto digitais para criar contas, contrair empréstimos e movimentar recursos. Em muitos casos, as vítimas só percebem a fraude quando começam a receber cobranças ou têm o nome negativado por dívidas que nunca contraíram.





























































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