Na manhã desta quarta-feira (26), por volta das 9h, uma operação conjunta entre as Polícias Civis do Espírito Santo, Alagoas e Sergipe resultou na prisão de E.S., 47 anos, na cidade de Umbaúba (SE). O homem estava foragido desde 2018, com mandado expedido pelo Juízo de Pedro Canário/ES, referente a uma denúncia do Ministério Público Estadual apresentada em 2013.
A Delegacia de Vila Valério recebeu informações sobre o paradeiro do investigado no Estado de Alagoas e imediatamente acionou o delegado Bruno Ribeiro, titular de Pedro Canário, para reforçar os dados coletados. Após o compartilhamento de informações relevantes, a Polícia Civil de Alagoas iniciou um monitoramento contínuo na região rural de Atalaia (AL), onde o suspeito se escondia.
Nos últimos dias, agentes alagoanos acompanharam discretamente os movimentos do foragido, a fim de evitar qualquer fuga. Ao perceber a aproximação policial, E.S. tentou deixar o estado rumo à Bahia, mas a Polícia Civil de Sergipe foi acionada e conseguiu interceptá-lo já no município de Umbaúba (SE). Ele não resistiu à prisão e foi encaminhado para os procedimentos legais.
O MPES denunciou uma organização criminosa atuante em Pedro Canário, especialmente no bairro Camata, envolvida no comércio de drogas e armas e associada a homicídios e tiroteios. As investigações tiveram início a partir de interceptações telefônicas autorizadas, realizadas pelo serviço reservado da PMES.
A organização era liderada por Paulo Chaves de Jesus (vulgo “Paulo Cabeludo”) e Reinaldo Medina Moreira (vulgo “Reinaldinho”), que continuava a comandar ações mesmo de dentro do presídio de Linhares, utilizando aparelhos celulares. O grupo também se envolvia em confrontos por disputa de pontos de venda de drogas contra uma gangue rival comandada por “Vavá”.
As interceptações permitiram a apreensão de 2,5 kg de maconha, crack e outras substâncias, além de armamentos variados, comprovando as atividades ilícitas.
Participação do Foragido (Vulgo “Lagoa”)
Apontado como integrante ativo do grupo criminoso, “Lagoa” participou da movimentação e ocultação de armas e drogas. Também atuava no transporte de membros da organização, chegando a conduzir “Reinaldinho” de volta ao presídio em uma das ocasiões, demonstrando seu alto grau de confiança entre as lideranças.
A captura do foragido em outro estado, após articulação entre diferentes forças policiais, evidencia o compromisso da Polícia Civil do Espírito Santo em localizar e responsabilizar indivíduos que tentam escapar da Justiça.
A corporação reforça que não esquece aqueles que contribuíram para a criminalidade no Estado e permanece atuando de forma integrada para combater organizações criminosas.





























































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