
No Brasil, a saúde está na UTI e a economia vai sendo atacada pela inflação.
Na última terça-feira, dia 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Básica de Juros (Taxa Selic) e o Banco Central usou um de seus instrumentos para tentar controlar o volume dos meios de pagamentos ( quantidade de moedas que circulam na economia) e assim estabilizar a economia.
A luta contra a pandemia do coronavírus até o momento não surtiu o efeito esperado, principalmente com o número de mortes cada vez aumentando e as poucas vacinas disponíveis num momento tão crucial.
Na mesma terça quente, o decreto n° 4838-R foi expedido pelo governo do estado para o combate da emergência de saúde devido ao avanço do novo coronavírus, que também atingiu o futebol capixaba.
E é justamente no dia em que o governador Renato Casagrande lançou o decreto, que o Rio Branco de Venda Nova foi eliminado da Copa do Brasil e o futebol capixaba ficou apenas com um representante na competição nacional, o Rio Branco da capital.
O futebol capixaba parou?
Por causa do decreto expedido pelo governo estadual, o Campeonato Capixaba foi paralisado até o dia 31 de março.
Não é o decreto para conter o avanço do Covid-19 que paralisou o futebol capixaba, aliás, estamos paralisados há muito tempo desde quando chegamos na série D e nunca mais saímos. Ainda bem que não existe Série Z, antes que alguém responda, estaríamos lá.
Somos o único estado da região Sudeste que não tem uma equipe na elite do futebol nacional, a última presença de uma equipe capixaba na série A do Campeonato Brasileiro foi a Desportiva em 1993. (foto)

É preciso uma reflexão maior por parte do governo do estado, federação, clubes, dirigentes na tentativa de resgatar o futebol capixaba da paralisação que se encontra, não devido ao decreto, e sim pelo histórico de cada ano virando até motivo de chacota de um estado em que o futebol faliu. O futebol no estado é feito para inglês ver. Capixaba football calls for Help!
O futebol capixaba está precisamos urgentemente ser discutido em um simpósio acadêmico, e a partir daí buscar uma alternativa que seja rentável para os clubes, atrativo para o público e se transformar em uma marca forte aos patrocinadores.
Não custa lembrar que o Estado do Espírito Santo é um celeiro de craques: Fontana, Geovani, Aldair, Sávio, Carlos Germano, Richardson, Roniclay e muitos outros. Lamentável que o futebol capixaba encontra-se ainda na mesma que jogaram na Geni.
Como dizia Agenor de Miranda de Araújo Neto, o Cazuza: “Eu vi a cara da morte e ela estava viva, viva”.





























































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