A Constituição Federal, em seu art. 144, nos diz que: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.” Mas vemos que essa responsabilidade está recaindo somente sobre o Estado. Dizemos isso porque temos percebido o quanto a sociedade, muitas vezes, abre mão de ajudar o próximo em prol de um vídeo que vai viralizar nas redes sociais. Falta de empatia? Descrença na justiça?
Quem é da geração que viveu a transição do analógico para o digital — o pessoal das décadas de 70, 80 e 90 — experimentou tempos em que as pessoas ainda se importavam umas com as outras. O distanciamento entre as pessoas parece estar levando a sociedade cada vez mais ao fundo do poço. Já não se vê mais crianças nas ruas, famílias sentadas nas portas de suas casas conversando e contando as novidades do dia de trabalho ou de como foi a escola.
Quem dera pudéssemos voltar alguns anos atrás; talvez tivéssemos feito algo diferente para evitar o ponto em que a vida humana parece não ter valor algum.
O Estado, infelizmente, não tem como oferecer segurança a todos, e isso nos leva a refletir: o que podemos fazer para tornar nossa rua, nosso bairro e nossa cidade mais seguros?
Exigimos muitos direitos, mas, muitas vezes, deixamos de lado nossas responsabilidades. Enquanto a violência ocorre com o outro, está tudo bem? Será que é necessário que a violência entre em nossa casa para mudarmos nosso pensamento e nossas ações?
Comecemos pelos nossos vizinhos: busquemos saber os nomes, conhecer suas rotinas. Se algo estranho for observado, ligue diretamente para seu vizinho, informe a polícia (190) sobre movimentos ou barulhos suspeitos. Precisamos cuidar uns dos outros e resgatar o amor pelo próximo. Certamente, ao começar pelo nosso próprio quintal, nossa cidade, em pouco tempo, será mais segura.





























































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