O desaparecimento do jovem Lázaro Airan dos Santos Pereira, de 17 anos, ainda mobiliza a cidade de São Mateus. Segunda feira, (30), o caso completou 18 dias sem que a família tenha qualquer notícia concreta sobre seu paradeiro. Para a mãe, Taiane Souza dos Santos, a esperança está se transformando em dor e revolta. Ela acredita que o filho foi assassinado e clama por justiça.
Imagens registradas por câmeras de segurança, no dia 12 de junho, mostram Lázaro entrando em um carro branco com teto preto, por volta das 13h, em frente a um restaurante conhecido no Centro da cidade. Desde então, ele não foi mais visto. O vídeo é a principal evidência visual do último momento em que o adolescente teve contato com o mundo externo.
A Polícia Civil investiga o caso como sequestro e, até o momento, três suspeitos foram presos. Os detidos estão no Centro de Detenção Provisória de São Mateus, segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). No entanto, há cerca de 10 dias, nenhum novo avanço da investigação foi tornado público. A Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) informou apenas que a apuração continua sob sigilo.
Cronologia do caso:
12 de junho
Segundo a mãe, Lázaro saiu de casa por volta do horário de almoço para entregar uma televisão vendida por um amigo. Ele desceu do apartamento onde mora com a família, no Centro, e não retornou. Câmeras de segurança da região captaram o momento em que o jovem entra em um carro branco com teto preto.
13 de junho
Sem conseguir contato com o filho e sem respostas dos amigos, Taiane registrou o boletim de ocorrência. Ainda nesse dia, conseguiu imagens de câmeras que mostravam um homem com uma televisão nas mãos e, em outro momento, Lázaro entrando no carro que está no centro da investigação.
17 de junho
A primeira prisão é anunciada. Um amigo de Lázaro se apresentou à polícia alegando inocência, mas acabou autuado em flagrante por receptação e sequestro. A televisão que Lázaro iria entregar foi encontrada escondida na casa desse suspeito, em Guriri.
O delegado Marcelo Cruz, titular da Deic de São Mateus, afirmou que a suposta entrega da TV foi usada como armadilha:
“Conforme apontam os elementos investigativos, a mencionada ‘negociação’ não passava de um ardil utilizado pelo suspeito e seus comparsas com o objetivo de atrair a vítima ao local, a fim de viabilizar seu sequestro e posterior desaparecimento.”
18 de junho
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) anunciou a abertura de um procedimento para apurar o caso como sequestro.
19 de junho
A Justiça decretou a prisão temporária, por 30 dias, do primeiro suspeito preso. A decisão teve como objetivo garantir o andamento das investigações.
26 de junho
Outras duas prisões foram realizadas em Guriri, também ligadas ao desaparecimento do adolescente. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela Polícia Civil, que justificou o sigilo com base no interesse da investigação.
30 de junho
Taiane declarou publicamente que não acredita mais que o filho esteja vivo. “Acredito que meu filho esteja morto. O apelo que eu faço é para que o juiz defira ordem de prisão contra todos os suspeitos”, disse.
Ela também afirma que o carro usado no crime continua circulando pela cidade, o que aumenta sua angústia. A Polícia Civil, no entanto, não confirma essa informação.
Em nota, a corporação declarou que “a equipe está atuando com afinco diariamente, com o objetivo de oferecer respostas aos familiares”. A PCES também reforçou que denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo absoluto.





























































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