Uma operação da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) desvendou um esquema fraudulento envolvendo a comercialização de cimento em empresas de Linhares, no Norte do Espírito Santo, e Itapemirim, no Sul do estado. A investigação teve início após uma denúncia à Receita Estadual e resultou na apreensão de 770 sacos do material, que estavam sendo descarregados sem nota fiscal em lojas de materiais de construção de Linhares, entre os dias 18 e 25 de fevereiro.
A partir desse flagrante, a Sefaz identificou indícios de um esquema que pode ter movimentado até 680 mil sacos de cimento sem a devida emissão de notas fiscais, gerando uma possível evasão de impostos. A estimativa é de que os estabelecimentos envolvidos tenham movimentado mais de R$ 15 milhões nos últimos anos, causando prejuízos à concorrência justa no setor.
De acordo com as investigações, o distribuidor adquiria o cimento diretamente da fábrica e revendia para lojistas sem documentação fiscal. Além disso, os comerciantes também repassavam o produto aos consumidores finais sem a devida regularização tributária.
As empresas envolvidas – duas em Linhares e uma em Itapemirim – foram bloqueadas pela Sefaz, ficando impedidas de emitir e receber documentos fiscais. Após a conclusão das auditorias, serão aplicadas as penalidades cabíveis, incluindo multas e cobrança dos impostos devidos, embora os valores ainda não tenham sido divulgados.
“A Secretaria da Fazenda continuará realizando levantamentos para identificar e coibir práticas irregulares que afetam a economia local e a concorrência justa entre as empresas”, afirmou Adolf Zini de Souza, auditor fiscal e supervisor da Sefaz na Região Nordeste, que coordenou a operação.





























































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