A quantidade excessiva de visitas de advogados que os cincos presos que foram transferidos do Espírito Santo para presídios federais, na segunda-feira (19), receberam em dois anos, e a longa duração de algumas delas, chamaram a atenção de agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPES).
Na segunda-feira, eles cumpriram 37 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, em municípios da Grande Vitória, Aracruz e São Mateus, durante a “Operação Armistício”, que teve como objetivo combater uma organização criminosa suspeita de comandar o tráfico de drogas na capital.
As ações resultaram na prisão de oito advogados, suspeitos de intermediar a troca de mensagens entre detentos do sistema prisional do Espírito Santo e integrantes da quadrilha, denominada Primeiro Comando de Vitória (PCV).
De acordo com o MPES, a comunicação promovida pelos advogados permitia que, de dentro do presídio, os chefes do grupo mantivessem o controle sobre o tráfico de drogas na região do Bairro da Penha, na Capital.
Além disso, a troca de mensagens favorecia a aquisição de armamentos e munições, por parte dos criminosos, o planejamento de homicídios, queima de ônibus e de outras ações violentas.
Segundo o Ministério Público, cinco detentos eram responsáveis por comandar a organização criminosa de dentro da prisão. São eles: João de Andrade, o “Joãozinho da 12”; Carlos Alberto Furtado da Silva, conhecido como “Nego Beto”; Geovani de Andrade Bento, o “Vaninho”; Giovani Otacilio de Souza , o “Bob Esponja”; e Pablo Bernardes, o “Geléia”.






























































Comente este post