Tanto na administração pública, quanto na privada, há necessidade de mais líderes do que chefes. Os servidores públicos precisam estar motivados para atingir as metas e objetivos pretendidos.
Ao longo da história da humanidade as pessoas buscam formas de atender suas necessidades, muitas destas em outros tempos tinham como moeda de troca produtos por eles produzidos. Com o advento da primeira revolução industrial acontece um grande desenvolvimento social trazido pela industrialização surgindo assim novos hábitos e costumes sociais, estudiosas da época começam a desenvolver meios e técnicas de estruturar a relação das pessoas com as organizações surgindo assim os Recursos Humanos com a função de intermediar as relações com as pessoas que integravam as organizações. Vários estudiosos desenvolveram importantes teorias administrativas e em suas pesquisas destacaram a importância dos recursos humanos dentro das organizações, mostrando que independente do tipo de organização seja ela privada ou pública as pessoas são primordiais para o seu desenvolvimento e para a qualidade dos serviços prestados. A gestão de pessoas surgiu da necessidade do aprimoramento dessas relações como um recurso de conciliação de interesses entre ambas as partes, organização e colaboradores, sendo apontada pelos administradores e gestores como uma ferramenta fundamental que levam organizações e pessoas a atingirem seus objetivos. Com a comprovação da eficiência da gestão de pessoas nas organizações privadas, os gestores públicos passaram a buscar formas de aplicar suas técnicas na administração pública, entretanto existem algumas barreiras impostas pelas características das organizações públicas devido ao engessamento de suas regras e de suas políticas características das organizações públicas que possuem leis específicas que devem ser seguidas, que podem variar de acordo com o órgão público, número de servidores, entre as diferenças e dificuldades decorrentes das diferenças das gestões em âmbitos municipal, estadual e federal. Outro ponto a destacar que dificulta a gestão de pessoas nas organizações públicas, é quanto ao processo de seleção de servidores por meio de concursos que priorizam o cargo e não a qualificação do servidor, que contribui para que num mesmo ambiente haja uma diversidade muito diferente e distinta de conhecimentos e qualificações num mesmo órgão. Mesmo diante das dificuldades encontrada pelos gestores públicos é importante destacar que a gestão de pessoas é uma ferramenta importante para as organizações públicas, para que ocorra o alinhamento das pessoas que fazem partes destes organismos, também como ferramenta de valorização que contemple e reconheça a importância do servidor público desenvolvendo ações que potencializam e motivem novas habilidades de seus servidores, para que assim contribuam para o desenvolvimento individual e por conseqüência, melhorem o desempenho dos servidores e a qualidade dos serviços prestados pela organização a sociedade. Conclui-se pela literatura que ainda são muitos os desafios encontrados pelos gestores públicos, para a aplicação e o emprego das ferramentas de gestão de pessoas nos ambientes públicos. A falta de material e estudos específicos sobre o emprego das técnicas da gestão de pessoas no setor público não favorece seus gestores, no desenvolvimento e na adequação desta importante ferramenta nos ambientes das organizações públicas, devido a diversidade de setores, as lei dentro de cada área de atuação, as particularidades de cada setor administrativo, com suas regras e estruturas características de cada órgão nos diferentes âmbitos municipal, estadual ou federal, ajustar todas essas peculiaridades da gestão pública a gestão de pessoas é um desafio a ser vencido. Diante do reconhecimento da importância da gestão de pessoas nos órgãos públicos sugere-se que os gestores sejam atualizados e equilibrados para que possam contribuir na construção e desenvolvimento do conhecimento sobre a gestão de pessoas no setor público.
Deve-se sempre buscar o integral cumprimento do princípio constitucional da eficiência na administração pública em favor da coletividade com planejamento e resolutividade.





























































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