Vitória -ES: O pré-candidato ao Governo do Estado, Lorenzo Pazolini (Republicanos), perdeu um ativo político importante nos últimos dias: o apoio do PSD, presidido pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos. Agora, o deputado federal Evair de Melo vem sinalizando o mesmo caminho, o que evidencia um potencial efeito em cadeia nas alianças do prefeito.
O desembarque do PSD de Renzo Vasconcelos
A articulação que antes unia o Republicanos de Pazolini ao PSD sofreu uma guinada significativa. A aproximação estreita de Pazolini com alas do PL e a consolidação de acordos fechados sem ampla consulta às legendas aliadas, fizeram o PSD recuar e rever sua posição no tabuleiro estadual.
Sob a liderança de Renzo Vasconcelos, o PSD passou a adotar uma postura de independência, avaliando caminhos próprios para a disputa majoritária. Entre as possibilidades ventiladas, estão a hipótese de lançar o ex-governador Paulo Hartung ao governo ou nomes próprios ao Senado, o que pode dinamitar a ideia do palanque único pretendido por Pazolini.
Outro fator crucial é que uma eventual saída do PSD retira do bloco de apoio uma das siglas com maior tempo de propaganda eleitoral e de grande capilaridade no interior do estado, a começar pelo Noroeste capixaba.
Evair de Melo irritado com o protagonismo de Maguinha Malta
Somando-se ao movimento de Renzo Vasconcelos, o deputado federal Evair de Melo é outro nome insatisfeito com a exclusividade conferida ao projeto de Maguinha Malta rumo ao Senado. O descontentamento ficou evidente com a ausência de Evair no evento do PL realizado no último sábado (18), que contou com a presença de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.
Riscos para o projeto estadual de Pazolini
Com a debandada simultânea ou iminente de lideranças como Renzo Vasconcelos e Evair de Melo, o projeto majoritário de Pazolini enfrenta três desafios imediatos:
1. Isolamento e asfixia política: O risco de transformar o que seria uma ampla coligação de centro-direita em uma chapa restrita a um único espectro ideológico, uma asfixia partidária.
2. Desidratação no interior: Tanto a força política de Renzo em Colatina e região quanto a representatividade agrícola de Evair garantiam penetração para além da Grande Vitória, cobrindo uma das principais deficiências do prefeito.
3. Fortalecimento de adversários: Fora da base, esses atores tornam-se potenciais articuladores de palanques concorrentes na disputa de outubro. O próprio Renzo já abriu diálogo com o pré-candidato ao Senado, Renato Casagrande e com o Governador Ricardo Ferraço.
Enquanto os bastidores continuam em efervescência, interlocutores do prefeito de Vitória buscam conter os danos. No entanto, o tom adotado pelos insatisfeitos indica que a margem para recuos é cada vez menor, evidenciando que Pazolini ainda enfrenta dificuldades pela falta de diálogo e articulação política, fatores que distanciaram politicamente a capital dos capixabas.





























































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