A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco, cumpriu na manhã desta quinta-feira (25) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 30 anos, investigado por agredir brutalmente sua companheira, também de 30 anos, e mantê-la em cárcere privado. A captura ocorreu em uma lanchonete no Centro da cidade.
O crime aconteceu no último domingo (21), quando o investigado, tomado por ciúmes, passou a agredir a vítima com socos, chutes e tapas, causando lesões visíveis no corpo e no rosto.
“A vítima só conseguiu deixar a residência com o apoio do irmão e compareceu à delegacia na terça-feira (23), relatando as agressões e o comportamento possessivo do suspeito”, informou a delegada adjunta da 14ª Regional, Jéssica Bohrer.
Segundo o depoimento da vítima, o relacionamento de seis meses era marcado por agressividade, ciúmes e controle excessivo. Ela afirmou que não podia usar telefone celular, ter redes sociais ou manter contato livre com outras pessoas. Em outras ocasiões, já havia sido agredida com socos, tapas e chutes, mas o agressor sempre pedia desculpas, prometendo mudar.
No dia da ocorrência, após o casal retornar de um lanche, o suspeito encontrou uma mensagem em rede social destinada à vítima, o que teria desencadeado uma nova sessão de violência.
“No dia seguinte, a vítima ficou sob vigilância constante até que seu irmão, informado por uma conhecida, conseguiu resgatá-la. Ao chegar, encontrou a irmã com diversos hematomas e uma lesão grave no olho esquerdo”, detalhou a delegada.
Diante da gravidade, Bohrer representou pela prisão do investigado, que foi deferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Barra de São Francisco. As buscas iniciaram ainda na terça-feira (23), mas o suspeito não foi localizado. Havia indícios de que ele pretendia fugir para a Paraíba, seu estado de origem.
“Durante diligências nesta quinta-feira (25), avistamos o suspeito no Centro e conseguimos efetuar a prisão em uma lanchonete”, completou a delegada.
A Polícia Civil reforça a importância das denúncias para interromper ciclos de violência doméstica. Vítimas ou testemunhas podem procurar a delegacia mais próxima ou acionar o Disque-Denúncia 181.





























































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