SÃO MATEUS (ES) – Moradores das comunidades localizadas às margens da nova rodovia que liga Guriri a Barra Nova estão cobrando do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) e da empresa responsável pela obra a construção de acessos, retornos e rotatórias ao longo da via. Segundo eles, mudanças feitas durante a execução do projeto deixaram diversos bairros sem ligação direta com a rodovia, obrigando motoristas a percorrerem quilômetros para realizar retornos.

As reivindicações são lideradas pela Associação de Moradores dos bairros Bosque e Bom Jesus. O presidente da entidade, Clebson Bazoni, afirma que a comunidade não é contra a obra, considerada importante para o desenvolvimento da região, mas critica a retirada dos acessos que estavam previstos inicialmente.
De acordo com Bazoni, moradores de localidades como Bosque, Bom Jesus, Mar Aberto, Praia Residencial e Teugil Territorial passaram a enfrentar grandes dificuldades para entrar e sair de suas comunidades.
“Quem precisar acessar a rodovia será obrigado a percorrer vários quilômetros até encontrar uma rotatória para retornar”, explicou.
Segundo ele, em alguns casos o motorista precisará rodar cerca de quatro quilômetros apenas para acessar uma rua local. Já quem segue em direção a Barra Nova poderá percorrer aproximadamente 6,5 quilômetros para conseguir fazer o retorno.
Moradores apontam mudanças durante a obra
Os moradores afirmam que, no início das obras, estavam sendo implantadas rotatórias e retornos. Entretanto, com o avanço da construção, perceberam que esses dispositivos estavam sendo retirados do projeto.
Bazoni relata que buscou esclarecimentos junto à empresa responsável pela obra e ao DER-ES, mas afirma que, até o momento, não recebeu uma solução definitiva.
Diante da situação, a Associação de Moradores informou que pretende protocolar um pedido junto ao Ministério Público para solicitar uma reunião com o promotor responsável, buscando discutir alternativas para resolver o problema.
Trabalhadores e produtores rurais relatam prejuízos
Entre os exemplos apresentados está o caso do senhor Lucídio, morador da região há mais de cinco décadas, que trabalha com entrega de leite. Segundo os moradores, sem um acesso próximo, ele precisará percorrer cerca de 6,5 quilômetros para atravessar de um lado para o outro da rodovia.
O produtor rural William dos Santos também relata dificuldades. Segundo ele, a falta de acessos compromete o deslocamento diário entre sua propriedade e outras áreas de trabalho, aumentando o tempo de percurso e os custos.
Além de cobrar mudanças no projeto, moradores organizaram uma manifestação para chamar a atenção das autoridades sobre o problema.
Segurança preocupa comunidades
Outro ponto levantado pela população é a segurança. Os moradores afirmam que a ausência de retornos e acessos adequados pode aumentar o risco de acidentes, já que alguns motoristas acabam realizando manobras perigosas para evitar trajetos mais longos.
Eles defendem que a implantação de rotatórias, retornos e dispositivos de acesso seguro reduziria os riscos e garantiria mais mobilidade para quem vive às margens da nova rodovia.
DER-ES
Em nota, o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) informou que o projeto da rodovia foi discutido com a comunidade durante audiências públicas realizadas na fase de elaboração e destacou que permanece aberto ao diálogo para analisar sugestões relacionadas ao empreendimento.
Segundo o órgão, as intervenções implantadas no trecho seguem critérios técnicos voltados à segurança viária.





























































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