A Polícia Civil concluiu nesta semana o inquérito sobre a morte de Lázaro Airan dos Santos Pereira, de 17 anos, desaparecido no início de junho em São Mateus. O trabalho investigativo, conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município, apontou a existência de uma milícia armada operando na região.
Ao todo, sete pessoas foram indiciadas por crimes que incluem homicídio, sequestro e participação em organização criminosa. As prisões ocorreram em diferentes fases da investigação, iniciada após a família registrar o desaparecimento do adolescente. Segundo a polícia, um dos suspeitos teria atraído Lázaro com o pretexto de vender uma televisão, momento em que ele foi rendido e levado.
O corpo do jovem foi localizado no dia 4 de julho, enterrado em uma cova rasa no balneário de Guriri, em avançado estado de decomposição. Exames da Polícia Científica ainda buscam confirmar a causa da morte, já que o tempo decorrido e as condições do corpo dificultaram a análise.
Durante as buscas, dois veículos foram apreendidos e passaram por perícia. Neles, os peritos encontraram vestígios de sangue identificados por reagente químico, além de fios e pedaços de cano que, segundo os investigadores, podem ter sido usados para amarrar ou ferir a vítima. O material foi enviado para exames de DNA e análise laboratorial.
A Polícia Civil informou que, ao longo do inquérito, surgiram elementos que indicam a atuação de um grupo armado e organizado, com características de milícia, envolvido direta ou indiretamente no crime. Os detalhes sobre essa possível milícia, porém, não foram divulgados para não comprometer novas diligências.
O delegado responsável pelo caso, Fabrício Dutra, destacou que a investigação foi minuciosa e envolveu a coleta de depoimentos, análise de provas periciais e diligências de campo. “Trabalhamos com cautela para garantir que cada elemento do inquérito esteja embasado em provas sólidas, respeitando o devido processo legal”, afirmou.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para o Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil mantém outras linhas de apuração relacionadas à atuação da suposta milícia armada em São Mateus, buscando identificar todos os envolvidos e prevenir novos crimes.





























































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