VITÓRIA-ES: O cenário político capixaba ganhou novos contornos de tensão na Câmara e na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Callegari teceu duras críticas públicas à prefeita de Vitória, Cris Samorini, após a chefe do Executivo municipal vetar integralmente um projeto de lei que visava proibir a participação de crianças e adolescentes em manifestações como a Parada do Orgulho LGBTQIA+, a Marcha da Maconha e atos públicos em favor da legalização do aborto.
O projeto de autoria original do vereador Dárcio Bracarense propunha restrições severas à presença de menores nesses eventos, sob a justificativa de proteção integral à infância. No entanto, a decisão da prefeita de barrar a proposta gerou imediata reação da ala conservadora do estado.
Acusações de Guinada Ideológica
Em declarações contundentes, o deputado Callegari demonstrou surpresa com o posicionamento da prefeita, a quem considerava alinhada ao espectro político de direita: “Parece que a prefeita Cris Samorini se rendeu mesmo aos encantos do esquerdismo identitário”, ressaltou o parlamentar.
Callegari também questionou os fundamentos do veto e subiu o tom ao associar as pautas das manifestações a riscos para a formação dos menores. O deputado argumentou que as crianças precisam ser resguardadas do que classificou como “incitação a atos libidinosos” e “estímulo ao uso de drogas”. Para endossar seu posicionamento contra a Marcha da Maconha, o parlamentar citou alertas médicos sobre os impactos do uso de substâncias entorpecentes na saúde mental de jovens.
O Futuro do Projeto na Câmara Municipal
Com o veto imposto pela prefeita Cris Samorini, a matéria retorna agora para a apreciação dos vereadores na Câmara Municipal de Vitória. Caberá ao parlamento municipal a decisão final de acatar a decisão do Executivo ou derrubar o veto para promulgar a lei.
O deputado estadual manifestou forte expectativa de que os vereadores da capital rejeitem a decisão da prefeita:
“Espero eu, sinceramente, que a Câmara de Vitória derrube esse veto absurdo. Vamos proteger nossas crianças”, cobrou.
A prefeitura de Vitória defende que os vetos a projetos dessa natureza costumam ser pautados por análises de constitucionalidade e competência legislativa, avaliando se os municípios possuem prerrogativa jurídica para legislar sobre restrições em espaços públicos e manifestações de pensamento, direitos assegurados pela Constituição Federal.
Já o autor do projeto, vereador Dárcio Bracarense, acusou a prefeita de perseguição política e questionou publicamente a independência da chefe do Executivo municipal. Segundo ele, a prefeita Cris Samorini não tem autonomia para governar e está se sujeitando ao articulador da campanha ao governo de Pazolini, o ex-deputado Erick Musso.
“A prefeita não tem o comando da caneta. O que estamos vendo em Vitória é uma gestão terceirizada, onde quem dita as regras e os vetos é o Erick Musso, sacrificando pautas legítimas de proteção à infância em nome de acordos e articulações políticas para 2026”, disparou Bracarense.
O desfecho da votação do veto promete ser o próximo capítulo de uma intensa disputa ideológica na capital capixaba.





























































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