Para escrever o livro ”Zacimba Gaba – Princesa, Escrava, Guerreira”, o escritor Maciel de Aguiar realizou inúmeras pesquisas de campo no Vale do Cricaré – situado entre os municípios de São Mateus e Conceição da Barra, no Norte do Estado do Espírito Santo, a partir na década de 1960, entrevistando os últimos negros quilombolas que enfrentaram a escravidão e foram ”esquecidos” pela historiografia oficial.
O livro sobre Zacimba Gaba, de autoria única, exclusiva e inédita do escritor Maciel de Aguiar, foi publicado pela primeira vez na década de 1980 e teve uma segunda edição em 2005, se constituindo no primeiro volume da série ”História dos Quilombolas”, composta de 40 livros, do mesmo autor, e possui todos os direitos assegurados e os registros de propriedade intelectual garantidos na forma da Lei.
Após mais de 50 anos de dedicação à preservação da memória histórica dos negros que enfrentaram o sistema escravocrata, a obra do escritor Maciel de Aguiar vem sendo, sistematicamente, digamos, criminosamente plagiada, copiada e ou roubada por inúmeras pessoas sem escrúpulo, que publicam livros usando, indevidamente, essas histórias, além de apresentar teses de doutorado, mestrado e pós-doutorado sem a devida citação da autoria original.
Não causaria incômodo ao escritor Maciel de Aguiar e ou à Memorial Editora ter esses livros como fonte de pesquisa – com a devida e obrigatória citação da autoria e da edição -, além de estudados e ou como referência para os jovens autores que não tiveram a oportunidade de entrevistar pessoalmente os personagens negros que serviram de base para a série ”História dos Quilombolas – 40 livros”.
Faz-se necessário assegurar que todos podem e devem escrever sobre os referidos personagens, porém o que constitui crime é copiar integralmente, subtrair partes e ou plagiar os referidos textos de autoria do escritor Maciel de Aguiar que tem um estilo próprio, único e inconfundível, o que é facilmente identificado.
Assim, o que nos incomoda é o plágio, a cópia e ou o roubo desse trabalho de várias décadas, e que vem sendo, lamentavelmente, praticado por pessoas inescrupulosas que utilizam indevidamente essas obras e não possuem dignidade intelectual para citar o escritor Maciel de Aguiar como realizador de um trabalho inédito no Brasil.
E esse trabalho pioneiro tem como base o depoimento dos heróis negros ”esquecidos” pela historiografia oficial, e essas histórias foram coletadas durante décadas por um dos mais profícuos escritores do país, autor de 143 livros publicados, e, sobretudo, um dos primeiros na pesquisa e registro da versão histórica das lutas contra a escravidão, com base na oralidade, que ainda não estudamos nas escolas.
Os casos de plágio, cópia e ou de roubo dessas obras literárias somam algumas dezenas e se repetem em vários estados brasileiros, com publicações impressas, edições de livros e ou com divulgação pela Internet, além de teses de doutorado, mestrado e pós-doutorado em instituições superiores, públicas e ou privadas, e sem a obrigatória citação da fonte original.
Assim, o plágio, a cópia e ou o roubo desses livros constituem vários crimes, e continuam se repetindo de forma descarada, puzilanime e desrespeitosa.
Portanto, quando lerem notícias de publicação de livros sobre Zacimba Gaba, Benedito Meia-Légua, Constância de Angola, Preto Bongo, Viriato Cancão de fogo, Negro Rugério, Silvestre Nagô, Clara Maria do Rosário, Rosa-Flor, dentre outras obras da série ”História dos Quilombolas”, e nelas não constar a referência ao trabalho de meio século do escritor Maciel de Aguiar, essas obras são ilegais e representam plágio, cópia e ou roubo de propriedade intelectual.
Por: Memorial Editora
e-mail: memorialeditora@yahoo.com.br
O conteúdo acima transcrito é de responsabilidade do autor.































































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