Um casal foi preso na manhã de terça feira (03), em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, acusado de envolvimento em um esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro. A ação policial é parte da Operação Castelo de Areia, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo com apoio de várias unidades investigativas estaduais e o Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).
De acordo com as investigações, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 70 milhões das contas dos suspeitos — identificados como Bárbara Alves Foege, 34 anos, e Bruno Soares Mendonça, 37 anos, conhecido como “Leite Ninho” — e ainda de pessoas e empresas ligadas a eles.
Além das prisões, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em endereços conectados ao casal em municípios do Espírito Santo, como Baixo Guandu, Colatina, Serra, Cariacica, Vila Velha e Guarapari, e também em Aymorés (MG).
Como funcionava o esquema
Segundo o delegado responsável pelas investigações, o casal operava por meio de empresas de fachada e contratos simulados de compra e venda de imóveis que serviam de garantia para empréstimos ilegais. Esses contratos eram usados para legitimar as transações financeiras, mesmo sem qualquer renda compatível com o patrimônio declarado pelos suspeitos.
Durante as diligências, a polícia apreendeu:
• Mais de R$ 40 mil em espécie;
• Vários documentos bancários e notas promissórias;
• Cheques e sete veículos, entre eles um carro blindado;
• Arma de fogo e munições.
As apurações ainda apontam que Bruno ostentava bens de alto valor, como imóveis em condomínios de luxo e carros importados, apesar de não comprovar renda legal que justificasse tais aquisições. Bárbara, por sua vez, mantinha uma empresa de estética — sem funcionários — que também fazia parte da estrutura usada no esquema.
Ligações com organização criminosa
O casal é investigado por suposta ligação com uma organização criminosa especializada em roubos de carga e furtos qualificados, incluindo um roubo a uma instituição financeira no município de Guarapari, em 2018. Bruno já teria sido preso anteriormente por esse tipo de crime e é considerado pela polícia um assaltante de grande porte.
A polícia continua as investigações para identificar outras pessoas envolvidas no grupo e possíveis vítimas afetadas pelo esquema criminoso.





























































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