Após ser presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas no último dia 15, a advogada Camila Carnielli, de Barra de São Francisco, durante a audiência de custódia, por meio de seu advogado, apresentou à Justiça um exame que comprovava seu estado gestacional. Em razão disso, a juíza que presidiu a audiência de custódia substituiu a prisão preventiva de Camila por prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Entretanto, o serviço de inteligência da 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco, recebeu informações de que o exame apresentado na audiência era falso. A equipe de investigação, de forma célere, realizou diversas diligências e comprovou a veracidade das informações, constatando que, de fato, o exame apresentado era uma montagem, ou seja, falso.
Diante disso, por se tratar de um fato extremamente grave, um verdadeiro acinte ao sistema de persecução penal, o delegado de polícia comunicou o ocorrido à Justiça e representou pelo restabelecimento da prisão preventiva de Camila, o que foi deferido pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Barra de São Francisco.
Em sua decisão, o juiz ponderou: “Nesse ponto, de início destaco que a representada se utilizou da prática de novos crimes graves como subterfúgio para ludibriar o Poder Judiciário, considerando que apresentou exame de gravidez falso em sede de audiência de custódia realizada pelo juízo da Comarca de Mantena/MG, conforme apresentado na declaração emitida pelo laboratório”.
Antes mesmo que Camila deixasse o sistema prisional, em razão da decisão que lhe concedia o benefício da prisão domiciliar, sua prisão preventiva foi restabelecida.
A polícia informou que, além dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores pelos quais a advogada já figura como investigada, ela também responderá pelos crimes de falsificação de documento e falsidade ideológica.





























































Comente este post